Dona Laura

Bem que eu deveria ter escutado a voz da experiência: Dona Laura, minha senhora amada avó. Seus anos todos de sabedoria acumulada sempre sugeriram que talvez o jornalismo fosse mais um gasto de dinheiro em faculdade do que uma garantia certa de emprego depois de formada.

Pois é, Vó. Hoje, caiu a obrigatoriedade do diploma. E eu, que desde pequena não considerei outra coisa na minha vida, cá estou. Últimos semestres de faculdade, já com mil ideias do que fazer a partir da segunda metade do ano que vem. Talvez tivesse ido pra federal cursar a faculdade que passei numa chamada (muito) tardia. Teria valido a pena? E a gastronomia que flertei durante todos esses anos de redação, editoração, tv, rádio, blablabla?

É indiscutível o meu amadurecimento intelectual nesses últimos anos.  Mas, 90% do que vi em sala de aula entrou por um ouvido e saiu pelo outro. de qualquer forma, frequentar o universo dos tijolos à vista não tenha sido tão ruim. Foi apenas um pontapé inicial, no jargão futebolístico. O que vem daqui pra frente é que soa mais desafiador.

Se tudo falhar, tenho certeza que ainda terei sua casa e seu abraço. Mas nada de falar da filha do vizinho. Perdi a obrigatoriedade do diploma, não minha vida nem meu caráter.

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Sobre Larissa Guerra

Jornalista e aprendiz de cozinheira. E-mail para: larissaguerra[@]uol[.]com[.]br
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3 respostas para Dona Laura

  1. Gustavo disse:

    O que estava errado era a obrigatoriedade da lei, e não o diploma.
    Penso que deveria haver uma obrigatoriedade por um jornalista ser o responsável por determinado veículo de comunicação. Como exemplo os contadores, que sempre vão estar vinculados com empresas, pois estas precisam dos seus nomes no rodapé do balanço. E se este balanço estiver errado que tem que dar explicação é esse cara e o resto da empresa.

    Fique tranquila: Administração nunca terá seu diploma distribuido para quem tem interesse, vai no mínimo ter que fazer uma faculdade a distância!

  2. Concordo com meu estimado genro…
    Filha:
    A faculdade (e o diploma) são ferramentas poderosas na formação de qualquer profissional.
    Não é a obrigatoriedade do diploma (ou a realização de um curso superior), que fará a diferença entre o bom e o mau profissional.
    Para o mundo, o conhecimento (ou a certificação dele, atráves de um diploma), é apenas uma terça parte do profissional em si, as outras duas partes são: a Habilidade e a Atitude.
    Mas eu vou além:
    Além do Conhecimento, da Habilidade e da Atitude, e mais do que tudo, o que realmente conta, é a paixão que o profissional tem pela sua profissão, e o significado desta, para o mundo e para a humanidade.
    Seja, filha, num futuro muito próximo, a melhor jornalista.
    E exatamente como vc é como academica: BRILHANTE!
    amamos vc.

  3. Andre disse:

    tua avó queria que eu fosse engenheiro….
    preferi ser feliz, sendo o que sou.
    não me arrependo…
    não se arrependa… ainda vai rolar muita água sobre esta ponte.
    beijomeliga!

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