Todos na BBC lêem o República e batem palmas sorridentes.

Enquanto Princípe Charles transformou seu carro, e agora o combustível do bicho é vinho mesmo, eu tenho que pegar ônibus todos os dias para trabalhar e vir para a faculdade.

Quer coisa pior do que vc pagar caro para andar de ônibus e ainda ter que agüentar o tal aumento autorizado por lei de 5,9% quando todo o seu dinheiro do mês está contado, e seus passes no final? Um dia eu terei um PT Cruiser, andarei de salto alto e esnobarei bonito aquela Praiana idiota.

E hoje comemora-se o dia da Independência americana. Grandes coisas mesmo. O primeiro pensamento do dia foi um bem humorado “Nascido a 4 de julho”. Mas o que interessa mesmo é que amanhã República faz aniversário. Parabéns para mim, que teimo em escrever aqui. Parabéns a quem lê, mesmo que para me xingar.

E enquanto isso também, ouvi hoje no jornal que o Lula disse que não há motivo para o brasileiro perder o sono com a inflação.

 Sr. Presidente, vamos ao mercado comigo e veremos quem vai ficar sem dormir. Beijos, me liga, tchau.

 

Alguns problemas humanos podem ser facilmente resolvidos. Para os meus problemas, basta uma conta bancária com saldo positivo e infinito. Para os dilemas de outras pessoas, às vezes Deus ajuda. Sou uma boa filha, tento ser a namorada dos sonhos do Gustavo, suporto com elegância a faculdade e não acho que preciso da ajuda divina.

Mas nem era sobre religião que eu queria escrever, queria dizer que uma das coisas que mais odeio nas pessoas é mau hálito. Putaquepariu cadê a higiene? Acho que devo ter mania de sanitarista, só pode. Ontem tava explicando uns trens pra uma mulher que parecia que tinha engolido um barril de lixo. Eca. Qual o problema de escovar os dentes? Usar um colgate plax, um listerine ou um cepacol? Comprar um trident ao menos…?

Enquanto isso, eu morro de amores pela minha casa nova.  Amplitude, digo apenas isso. De longe é o melhor lugar que já morei nesses 3 anos de andanças. Minha amélia interior está animadíssima, cozinhando loucamente, lavando roupa na mão sem reclamar nem nada.

Incrível como a distância é incapaz de mudar as coisas quando se trata de jogar conversa fora com a Taísa. Foi ótimo conversar ontem. Eu estava precisando.

roque para dançar!

Semana de  novidades aqui neste blog. Primeiro, porque encontrei a paz casa que eu sonhava  e amanhã parto rumo ao meu novo lar, com tudo muito limpo, arrumado e cheiroso. Segundo, porque sábado é aniversário do República! Que luxo, meu bebê tá com 1 ano! Após muitas crises conjugais, outras espirituais, alcoolizadas ou não, este sofrido blog universitário terá o reconhecimento da autora que merece. Ganhou até uma imagem nova! E se eu fosse você, ia lá nos arquivos ler quanta besteira eu escrevi há um ano.

Um ano é tempo suficiente para se ganhar peso, mudar de casa três vezes, de cidade uma vez, passar por quatro empregos, ver inúmeros filmes, ouvir milhares de vezes as mesmas músicas, tomar em média 800 banhos, falar mal de meio planeta, escrever quase 120 posts, e pensar que existem quase 18mil desocupados  seres humanos que leram qualquer porcaria por aqui.

Eu comemoro é com antecedência. Na sexta  bora pra um boteco também. Antes, era festa para encher a cara, flertar, dançar freneticamente- mesmo eu sendo bem envergonhada para sair dançando por aí-  e ir trabalhar de ressaca no dia seguinte. Hoje é boteco mesmo, com cerveja a no máximo 3 reais.

E para terminar este animado texto, esclareço que o novo longa da Pixar, Wall-e, é irresistível, sensacional, esplendoroso, lindo, magnífico, perfeito, soberbo, engraçado, esteticamente belo, e por aí vai.

Não entendeu o motivo de tanta empolgação? O que você está esperando pra ir no cinema conferir?

 

 

 

 

Esses dias de inverno me deixam um tanto nostálgica. Culpo o frio sim, acho o verão muito mais interessante para pensar no presente/futuro. Bem da verdade, eu tenho sentido falta de muita coisa.

Sinto falta daquelas manhãs que eu acordava às 6 da manhã e ia para o colégio. Sinto falta das minhas amigas de colégio, de trocar milhares de bilhetes no caderno, e morrer de medo que a mãe mexesse em alguma coisa. Tenho saudades dos dias em que eu ficava preocupada com uma prova de matemática, pensava que tantas provas eram demais para minha cabeça.

Sinto muita falta de ouvir discman com a Luciana na aula, e rir das besteiras que ela falava. Sinto falta dos desenhos que eu e a Camila fazíamos dos moçoilos que paquerávamos, e das festas que eu, ela e a Émilli esperávamos a semana toda. Sinto falta da Isa e das suas tentativas tão bem intencionadas de  me ajudar em física. E da Sabrina, que falta eu sinto daquela energia toda.

Eu sinto falta dos meus tempos teenagers.

 

Cancún!

Nas minhas visitas diárias aos meus amigos blogueiros, vi que a Ana deixou um meme e eu aceito o desafio de tentar responder à todas as perguntas:

Quatro empregos que já tive:

- entreguei folhetos para fazer minha primeira tatuagem, isso com 15 anos

- fui estagiária da secretaria de saúde de itajaí, por quase 2 anos

- fui escravizada em um shopping center de dezembro a março.

- agora sou bolsista na faculdade, blogueira, organizadora do cinearte clube e dona de casa.

 

Quatro filmes que sempre assisto quando passam:

- Casablanca;

- Táxi Driver;

- Toy Story;

- Curtindo a vida adoidado.

 

Quatro lugares onde já morei:

- Joinville

- Lages

- Itajaí

- Balneário Camboriú

Tudo em SC mesmo.

 

Quatro programas de tv que eu gosto:

- TV Globinho- viciada em todos os desenhos, menos em Power Rangers, pq nem tenho mais idade para isso.

- Mais Você- A Ana Maria Braga é um saco, mas eu gosto das receitas.

- Girls of the Playboy Mansion- que sempre assistia com a Taísa.

Não sei mais porque tv é um mero aparelho decorativo. Mal assisto e não sinto falta.

 

 

Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:

 

- Gustavo e seus mil e-mails diários

- Andrézinho, meu pai. E não é só para pedir dinheiro.

- Raquel, minha irmã.

- E minha antiga chefa, Andressa.

 

Quatro coisas que você faz todo os dias sem falta:

Não tomar café, reclamar de milhares de coisas e pessoas, lavar e secar várias vezes a minha franja e fingir que leio algum livro no momento.

 

Quatro comidas favoritas:

Macarronada da Vó, Peixe assado, Empadão e arroz com feijão.

 

Quatro lugares onde eu gostaria de estar:

 

Em uma casa só minha, com uma cozinha linda, um quarto lindo, uma sala aconchegante.

Em NY para cantar Sinatra igual uma retardada.

Em Cancun, para trazer a Taísa de volta. E tomar uns porres de tequila.

Em Curitiba, com o namorado e muito dinheiro para andar por todos aqueles sebos e lugares bonitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pela primeira vez em inúmeras viagens que já fiz, tive vontade de não voltar mais para casa. Além de ter ido para Curitiba, encontrar no meio de centenas de japoneses a loiríssima Mayella, ver sebos e mais sebos (e não comprar nada!), mudei para um apartamento que mais parece um chiqueiro, tamanha a sujeira do lugar.

Odeio cozinha suja. E por esse e tantos outros motivos, agravados por uma tpm cruel, eu chorei o suficiente para a média pluviométrica do inverno todo aqui do sul. Eu não quero conviver com porcos. Mas há que se ter um pouco de paciência para suportar até que eu consiga outro lugar.

Há horas em que bate uma crise por viver nessa coisa de brincar de casinha. Estou cansada, preciso de um canto “para chamar de meu”, sem tanta sujeira e gente idiota.

O que eu preciso mesmo é voltar a ouvir Sinatra. Sinto falta. Lembrei o livro que li ano passado “Bar doce lar” em que o autor ouvia Sinatra para curar suas dores de amor. Eu preciso de Sinatra para sentir um pouco de calma.

Eu preciso também ser mais compreensiva com os outros, engolir com mais facilidade a falta de comprometimento das pessoas com a vida, com as coisas da vida. Eu não consigo ser assim. E não acho bonito quem é.

O perfeccionismo anda junto comigo, e nada além do que o melhor é o que eu penso em fazer. Sou chata mesmo, e com orgulho. Sou ranzinza, reclamo e xingo quem for preciso até que as coisas saiam feitas de uma maneira decente.

Nisso eu puxei pela minha mãe.

Quer saber o que eu ando escrevendo? Leia em www.univali.br/cobaia as matérias sobre 1968 e o levantamento de estréias do cinema nesta temporada, escrita com minha amiga xará cherrie Larissa Tietjen.

 

 

Ter amigos é um dos principais motivos pelos quais se vale a pena viver. Minha melhor amiga resolveu virar a Sol e foi pra Cancún trabalhar e tomar porres de tequila sem mim. Aqui fiquei eu sem um pedaço da minha vida. Mas daí eu começei a namorar, e namorado, sabe como é, um amigo com certas vantagens. E agora, minha vida é nossa vida. Mas ficaram por aqui, minha cherrie dos cachos dourados, Larissa Tietjen, o cabra ranzinza e parceiro de Cinearte, Renanzito e Don Antônio, meu amigo mafioso.

E hoje, além de dia do santo casamenteiro, é aniversário de Don Antônio. Deixo aqui meu singelo parabéns a uma das pessoas mais legais que eu conheço. Sem falar que ele é dono do cachorro mais fofo do mundo também. Sem falar que ele joga basquete muito bem, mesmo que eu nunca tenha visto ele jogar. Sem falar que as minhas tias solteironas acham ele o genro que todas as sogras pediram pra Deus…

(na foto acima, taísa- a que se mandou pra cancún, renan, eu e antônio. O namorado não mostro pra não fazer muita propaganda ahahahaha)

Dentre as coisas que mais me irritam nessa vida:

- Eleições do DCE da Univali. Sério, tenho pavor desse papo furado político sei lá o quê promovido anualmente pelas tais chapas concorrentes. Na verdade, parece mais é briga de aluno de prézinho, uma troca de farpas que não fim não dá em nada. Nem para matar aula chata serve mais.

- Aulas como a de terça-feira. Cristo, como eu consegui suportar o quase um semestre daquela matéria medonha? Aula pra ler livros, para não fazer nada, para colocar a fofoca em dia- por meio de bilhetinhos.

- Comidas que não dão certo. Lá estava eu, moça prendada, a preparar a tal Maria-mole da Royal. Pois bem, fiquei uma meia hora batendo aquilo, sujou toda a bancada da cozinha, perdi a receita da Ana Maria Braga (sim, assisto diariamente) para depois ver que não deu certo! Sinto um enorme pesar quando isso acontece. Que eu lembre este ano só errei no sal do molho que fiz dias atrás e do cookie que fiz em março. Vou colocar uma placa na cozinha “estamos há x dias sem acidentes nessa cozinha”.

 

 

M. Night Shyamalan está de volta. Fico aliviada em saber que em meio à tantas continuações e filmes de super heróis de quadrinhos que em sua maioria eu não suporto assistir, alguém ainda tem ousadia para fazer filmes diferentes.

Podem dizer que o diretor já não tem muito prestígio, mas eu não estou nem aí. O que interessa é que dia 13 estréia  O fim dos tempos (in english: The Happening) e eu torço para que as salas daqui do condado de Balneário Camboriú dêem um tempo e deixem minha vidinha mais contente ao colocar na sexta tb o filme por aqui.

Então, também tem Wall-e no final do mês. E em julho assistirei o filme do Batman só pq o Ledger fez o Coringa. E alguém pode me explicar porque diabos Be Kind Rewind não estreou por aqui ainda, e nem tem data prevista pra ser lançado no Brasil?

Nossa, aí eu fico pensando em quais pessoas gastarão seu dinheiro para assistir o Incrível Hulk? Sei lá, Homem de Ferro, tudo bem. Assistirei Hancock. Vi Indiana 4. Mas gastar meu suado dinheiro para ver um cara que quando fica nervoso fica verde e gigante? Nem mortinha.

Eu não curto esse negócio de super heróis. Nem Homem Aranha eu consegui ver até hoje. Uma pena que hoje o cinema está recheado deles. Deveriam ter ficado apenas no mundo da revistinha. O cinema seria muito mais cinema assim.

E morra de curiosidade conferindo o trailler de O fim dos tempos