Promoção de Natal!

A pobreza pode ter tomado conta da minha vida, mas graças a um dos chefes que num ato de extrema bondade me pagou, a Promoção de Natal 2009 do Enfant Terrible está no ar! Sei que a coisa por aqui é simples, mas quem não adoraria ter em sua biblioteca um Dostoievski para chamar de seu? Pois é, pois é. Um passeio no sebo rendeu a compra de uma edição de Noites Brancas para sortear aqui. E tem mais: eu não poderia deixar de sortear um dos livros que mais gostei de ter lido neste ano: Os amantes, de Marguerite Duras. É assunto para um próximo post, mas 2009 certamente foi o ano em que eu descobri algumas mulheres que escrevem muito bem. (sou machista nesses aspectos).

Antes que eu prolongue demais este post, vou explicar as regras: você, que quer participar, mande um e-mail para: larissaguerra41@gmail.com  e em 140 caracteres (#twitterfacts) me dê uma boa razão para ganhar esses presentes. As duas melhores respostas serão publicadas aqui no dia 20, para apreciação e votação dos leitores. Caso haja empate, vai um livro para cada um.   Não vale dizer que eu sou linda, nem que meu blog é o melhor. hahaha. E já adianto que meu pai e o Gustavo não podem participar. Seria injusto com os demais candidatos.  O resultado da promo sai dia 25 de dezembro, para comemorar a data, sabe como é. As despesas com frete ficam por minha conta.

Esse tal Papai Noel*

O ritual termina no dia 25 de dezembro. Depois das entregas matinais, ele chega em casa decidido a romper com o personagem que interpreta no mês de dezembro. Vai ao banheiro, toma banho. Em seguida, corta os cabelos e a barba longa descolorida. E volta a ser Vitório Smaniotto Neto.

No final do ano, Vitório, 38 anos, assume a posição de Papai Noel em um dos shoppings de Balneário Camboriú. E ninguém aposta que ele tem menos que 50 anos, devido à indumentária bem elaborada de bom velhinho. Há quatro anos ele está lá sentado no trono rubro, soberano. Há dezessete, cumpre este papel no comércio da cidade. “No começo foi meio que brincadeira, e eu tinha vergonha. Com os anos foi ficando mais fácil.”

“Uns anos mais tarde que eu já era Papai Noel, comecei a notar que os enfeites natalinos sempre traziam um Noel instrumentista”. Resultado: Vitório comprou um acordeon, aprendeu a tocar Jingle Bells e outras tantas canções típicas da época. A música parece animar as crianças e os visitantes do shopping. Os lojistas, ou não percebem mais, ou têm pesadelos à noite com a música que ecoa nas suas cabeças.

Sempre que aparece alguém disposto a conversar com ele, Vitório recorre ao saco vermelho que fica ao seu lado e enche suas mãos de balas e pirulitos. As crianças adoram. Com toda a paciência que a profissão exige, Noel tira fotos, conversa, faz as perguntas clássicas: Você foi um bom menino? O que você quer ganhar do Papai Noel? Tem boa memória, lembra dos nomes das crianças, que são inúmeras. E dá suas voltas pelo shopping com seu acordeon nas mãos.

Este ano, além do acordeon, contratou um “duende oficial”Oromar Miranda de Rodrigues (Anão),  “420 anos”, diverte-se e forma uma dupla e tanto com Vitório. Os outros Noéis da cidade são menos experientes no ramo. Foi Vitório quem deu algumas dicas para um deles e, solidário, arrumou emprego para outro. “É uma troca de informações na verdade. Aqui não existem cursos que formem um Papai Noel. Só em Gramado.”

Vitório também é um “Papai Noel particular”. Participa das festas de final de ano de empresas, hospitais, igrejas e de algumas famílias também, que contratam seus serviços para a noite do dia 24. Não se sabe quantos reais entram no bolso de Noel/Vitório nessa época do ano, mas ele garante que é uma boa ajuda ao seu negócio de aluguel de brinquedos para festas infantis, que toca junto com a esposa durante o restante dos meses.

Quando Vitório chega a casa na véspera de Natal, seus três filhos ainda estão acordados, à espera dos seus presentes. Depois ele conta que até pouco tempo atrás a filha do meio, Nicole, acreditava que ele realmente era o Papai Noel. E que ele apenas se disfarça de gente comum durante o resto do ano para fiscalizar se as crianças estão sendo obedientes e estudiosas.

Ao cortar os cabelos e a barba na tarde do dia 25, Vitório deixa para trás aquele espírito que o alimenta de alegria durante um mês inteiro. Mas é por pouco tempo. A preparação para ser Papai Noel no próximo ano começa ali mesmo. “Eu vou ficando cabeludo e barbudo de novo, aí em novembro, eu começo a pintar para que fique tudo branquinho. E assim é há tanto tempo, que quem me vê na rua sem barba até se assusta”.

*matéria publicada na edição de dezembro do Jornal Sênior. Esperou mais de um ano para sair, e só “nasceu” porque Larissa Tietjen deu aquela ajuda básica.

Minha vida já foi mais fácil

Eu tenho os melhores amigos do mundo. O melhor namorado. As melhores irmãs, e os melhores leitores de blog. Vá lá, meus pais também são os melhores. Eu trabalho mais que a escrava Isaura, luto contra a minha desorganização crônica e vou ao mesmo bar todos os sábados. Sou uma pessoa normal.

O que está além da minha compreensão é a capacidade que eu tenho para entrar em negócios duvidosos, que em 99,9% dos casos acabam mal para o meu lado. Entenda: tenho três empregos, só que nenhum me paga. Nesses quatro meses de seguro-desemprego, tive a sorte de receber apenas 480,00 de um dos meus feitores. Sim, feitores. Porque até onde me ensinaram, quem trabalha de graça é escravo.

São nessas horas de extremo desespero que eu começo a refletir sobre a grande merda que fiz saindo de Lages. Isso. Porque caso eu estivesse lá, estaria despreocupadamente trabalhando em alguma …….(loja/escritório/empresa), provavelmente me formando em administração/direito, bebendo de graça nos finais de semana às custas das minhas tias. Eu estaria feliz, com dinheiro no bolso e com um pouco de sorte, viajando para o litoral nos finais de ano.

O que eu fiz hoje? Deveria terminar trezentas matérias para um dos empregos, mas preferi me cadastrar em uma agência. Não, não estou indo rumo à prostituição, negócio que, aliás, deve ser bem rentável nessas épocas. Vou voltar ao comércio, ao trabalho aos domingos, a carteira assinada em troca de um salário no quinto dia útil. Quanto ao jornalismo, cada dia é mais certo que eu estou no caminho errado.

Só para constar

Tenho os amigos mais sensacionais que alguém pode ter.  (reservo nova postagem para fotos com simone, marina e ums postagem para o namorado mais sensacional que alguém pode ter)

Living in a material world

And I am a Material Girl!

Depois de eu ver multidões enlouquecidas com meu comentário de possuir apenas cinco leitores assíduos do blog, e de refletir por horas sobre o como é chato ser adulta e ter que me contentar com merrecas de presente de natal é que eu cheguei à brilhante ideia que vocês, meus leitores amados VÃO ME DAR PRESENTES NESTE NATAL!

Isso mesmo! Vocês que estão sempre aqui, puxando meu saco, dando aquela força quando eu estou desanimada, suportando com alegria todas as minhas reclamações vão fazer do meu natal o dia mais feliz do ano! Eu que levei patada, atraso de salário, mordida de pernilongo, mereço presentes. Sou digna de ganhar muitas coisas.

Portanto resolvi fazer uma wishlist mais real que àquela que possuo no site da Fenac (que beira os 4 mil reais em livros). Assim, vocês podem escolher várias opções para me presentear. Em troca, eu juro que mando um cartão de agradecimento.

- Livros: Onde vivem os monstros, Alice no país das maravilhas, Sinuca embaixo d’água.

- Acessórios:  Sandálias da Arezzo. Bolsas da Arezzo. Bolsas da Picnicdelefante. Perfumes: Amor amor, amor amor, amor amor.

- Tequila, Bacardi de Frutas Vermelhas, um engradado de cerveja.

- Colar de laço da Bruna Pericolo.

- Art t-shirt da Vanessa Neuber (dica: Bowie ou Audrey)

Enquanto eu estava aqui babando pelos meus presentes que certamente irei ganhar, pude refletir na importância deste espírito natalino, essa coisa linda que se apodera da gente. Aí lembrei de como foi bacana aquela promo que fiz ano passado, né. A K. Sérgio Gomes foi quem levou o livro “Receita de Ano novo” do Drummond. Bem que esse ano eu poderia fazer outra promo. Mas, a crise de Dubai afetou os bolsos dos meus três chefes. E como vocês devem saber, é um efeito cascara. Vamos primeiro fazer uma corrente de fé para que meus três chefes PAGUEM MEU SALÁRIO. Aí conversamos sobre a promo de Natal.

Bastardos inglórios

Taí: se existe um cara que se aproxima da ideia de perfeição no cinema, este chama-se Quentin Tarantino. Assisti ontem, numa noite de insônia, gastrite e muito calor, seu novo longa, Bastardos Inglórios. Lá pelos idos da Segunda Guerra um exército secreto de judeus trabalha assassinando nazistas. Parece meio óbvio, mas juro que o filme é sensacional. Tarantino é gênio. Assistam.

(mas eu ainda prefiro Pulp Fiction.)

eu só quero um puxadinho

Para ler esta postagem,  primeiro preste atenção nesta bela canção:

Se ao menos dinheiro sobrando eu tivesse, investiria em vários carnês do Baú da felicidade para ver se eu conseguiria ganhar uma casa no programa do Sílvio Santos. Atualmente, o ápice da minha ambição é possuir um puxadinho em que eu possa ter uma árvore de natal me espalhar em poucos metros quadrados sem precisar pensar que no começo da temporada de verão é mudança na certa.

Aprendi a ser mais desapegada com coisas materiais, afinal são duas mudanças por ano. Isso que ano passado foi bem mais, e em questão de um dia eu organizava tudo. E tudo para mim são livros, revistas, papeladas, roupas, um jogo de panelas, um jogo de pratos, um ventilador que papai me deu, uma batedeira que roubei de mamãe e a televisão que Gustavo ama mais que eu. Mas dá trabalho. Agora, toda vez que você sentar no seu confortável sofá, olhar para a sua mesa de centro enfeitada, a sua estante cheia de mimimis, você vai ter aquele insight a meu respeito. Porque, de tanto me mudar, eu nem consigo mais ter badulaques espalhados pela casa. Não tenho mais saco. No fim das contas, estou até aliviada pela morte de João Leno, o peixe, meses atrás. Levar um peixe para lá e para cá é demais para mim.

No final de semana estou de endereço novo – temporariamente. Saudades dos tempos de carnê da Casa Feliz. Custava só dez reais.

Adieu, República

Por uma questão de respeito aos (cinco) leitores deste blog (entre eles Gustavo, meu pai, Analu e dois anônimos), não quis fechar este espaço. E porque eu sou uma desgraça de nostalgia e realmente gosto de ver o quanto já escrevi por aqui e o quanto eu mudei nestes dois anos de blogagem.

De qualquer forma, há um tempo eu estava de saco cheio do nome sem sal “República”. Primeiro, porque eu posso estar quase sem-teto, mas eu não me sinto mais como uma universitária que só queria saber de cachaçar aos finais de semana, ganhar uma merreca em estágios na secretaria de saúde de Itajaí e ir bem na faculdade. As coisas mudaram “a lot of water under the bridge”. Podemos dizer que hoje ainda ganho uma merreca, mas prevejo muito ouro e riquezas no meu futuro. Continuo na sina de cachaçar aos finais de semana, mas abandonei Itajaí e seus doentes e não dou a mínima para a minha faculdade.

E foi por eu ter mudado que este blog também está mudando. Voltei a colocar um texto de apresentação ali ao lado, para massagear meu ego. Tentei colocar uma foto, para você ver que eu, apesar de ter uma mente diabólica, tenho uma cara angelical. Sou um poço de inocência. Mas o que mais mudou foi o nome, e aí está agora a explicação: eu simpatizo muito com esse negócio de Enfant Terrible. As postagens contiuarão sendo com pouca frequência. No momento, me equilibro com três projetos (que talvez banquem as botecadas de final de semana e outras coisas mais), um embrião de TCC e uma busca desenfreada por um lugar para morar durante a temporada em Balneário Camboriú.

Desejem-me sorte. E diversão.

 

You’re so vain…

Prestes a me tornar uma sem-teto, estou sem dinheiro e suando vinte litros por dia com esse calor. As preocupações de final de ano retornam, só que agora com um agravante: eu me formo ano que vem e as melhores perspectivas de futuro consistem em entregar currículos em cozinhas de restaurantes da região. Ninguém disse que seria fácil, mas bem que podia ser um pouco mais divertido, não?

Durante esta semana fiz fotos para meu convite de formatura, mas, ao contrário de muitas vozes que escuto por aí, ainda não bateu aquela nostalgia. Quatro anos de faculdade podem ser muito bem aproveitados em mesas de bar, fugas para a biblioteca e estágios mal remunerados. Não foram quatro anos perdidos, sem os tijolos da Univali eu jamais seria quem eu sou hoje, isso é fato. O fato também é que sou extremamente chata e exigente, e minha maior decepção com a faculdade revelou-se nas aulas incipientes e na sensação de não poder fazer nada para mudar. As mudanças, quando aconteceram, foram apenas nos períodos seguintes, portanto, eu que me ferrei tendo aulas medíocres.  Não foram todas, claro, porque eu gostei de muita coisa que vi, mas pode-se dizer que uma boa parte das milhares de horas passadas na univali foram gastas com devaneios em meio às aulas mais insignificantes possíveis.

Vivo na filosofia do “mais um dia, menos um dia”, ensinamentos de meu colega Renan. Calouros, acreditem, chegará um dia em que a faculdade não será mais que uma lembrança nas suas vidas.

 

Ichwill

Quem me conhece sabe que eu tenho um fraco por moda. Eis que meu sonho de unir trabalho com a vidinha fashion apareceu. Acessem www.ichwill.com.br e confiram a coleção da marca, cheia de fofurices para moçoilas da cidade. Depois, vá até www.ichwill.com.br/blog e confira o meu trabalho.

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Sou eu

Três pontinhos

Facilmente encontrada grudada ao seu computador ou colada a um copo de cerveja, Larissa Guerra estuda jornalismo, flerta com a gastronomia e esconde por trás de um sorrisinho de gentileza uma alma diabólica que inventa mil tarefas ao mesmo tempo.

Desde pequena acostumada a encontrar refúgio nos livros, já foi escrava de livraria, telefonista do SUS, pesquisadora fraudulenta e panfleteira. Hoje, contenta-se em prestar assessoria de imprensa para a Ichwill, com a nobre causa de matar a vontade de falar sobre moda sem ser taxada de mulherzinha; também escreve, edita, pinta e faz o almoço para o Jornal Sênior, de Balneário Camboriú. Por último, é repórter da Vivant Magazine, de Balneário Camboriú. Mantenho este blog mal e porcamente.
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